Tentar voltar a jogar CS hoje em dia é como abrir uma caixa cheia de lembranças boas e encontrar só poeira e mofo. Joguei isso desde o 1.6 e tenho a medalha de 10 anos por causa disso. Acompanhei toda a evolução, e por muito tempo esse jogo foi parte da minha vida. O CS virou um ambiente hostil. Você entra em uma partida e parece que precisa provar algo o tempo todo pra um bando de desocupado que sequer te conhece e acha que você joga 10 horas por dia por ter medalha de 10 anos de serviço, como se tempo de conta e horas de jogo estivessem diretamente relacionados. Ter uma medalha como a minha já é suficiente pra colocarem expectativas irreais sobre você. E quando você não entrega um highlight por minuto, a resposta é sempre a mesma: xingamento, deboche, menosprezo. Como se ser bom fosse mais importante do que se divertir. O jogo em si também não ajuda. As hitboxes do CS 2 seguem a mesma m&erda, principalmente quando você pega um servidor com 50+ de ping. O ambiente competitivo faz com que o jogo a cada frame perdido em um ping levemente mais alto ou um monitor com menos de 144Hz perca a graça, simplesmente por você não ter condições financeiras de comprar um equipamento melhor. A sensação de tiro nunca é precisa, e parece que nada melhora de verdade. A comunidade, que já foi uma das coisas mais legais morreu na época da lanhouse e virou uma das mais tóxicas. É como se tudo que fazia o CS ser especial tivesse sido drenado, ficando só a casca de caixa pra abrir e skin pra fazer alguns trocados. Eu queria gostar de novo. Queria abrir o jogo e sentir aquela empolgação de antes. Mas o que encontro é um lugar onde a diversão morreu, a competição virou doença, e qualquer tentativa de curtir é esmagada por gente que leva isso como se valesse a vida. Não é mais o mesmo jogo. E talvez o pior de tudo seja aceitar que ele nunca mais vai ser. Esqueça que você vai gerar alguma dopamina com ele.
Como jogador veterano de Battlefield 4, posso dizer que Battlefield 6 está simplesmente magnífico. A DICE e a EA finalmente encontraram o equilíbrio certo entre jogabilidade, gráficos e imersão. A sensação de estar em combate é intensa e refinada, e os mapas estão mais vivos do que nunca. Mas é importante que eles não se percam no caminho. O jogo tem tudo para ser um marco na franquia, desde que mantenham o foco e não comecem a alterar demais o que já está funcionando. Um ponto crítico é o combate contra hackers — algo que prejudicou bastante a experiência no BF4. Se a EA e a DICE conseguirem manter o jogo limpo e justo, Battlefield 6 tem tudo para ser o melhor da série. Pelo menos para mim, como fã de longa data, está perfeito até agora.